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"Pensar, jejuar e esperar, era o que sabia fazer Sidarta, personagem de Hermann Hesse que, não obstante a sabedoria de suas palavras, passou os últimos dias de sua vida executando as tarefas de um humilde balseiro.
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"Pensar, jejuar e esperar, era o que sabia fazer Sidarta, personagem de Hermann Hesse que, não obstante a sabedoria de suas palavras, passou os últimos dias de sua vida executando as tarefas de um balseiro.
Quando lhe perguntaram o que sabia fazer Sidarta foi enfático: "pensar, jejuar e esperar". E, convenhamos foi sincero, ao menos até o momento em que proferiu essas palavras. No entanto, ao pensar, ao jejuar e esperar, aprendia tudo o que necessitava para superar os obstáculos que a vida lhe impunha. Assim, gradativamente foi se conhecendo e conhecendo aos outros; virou comerciante, amante de uma matrona e um compulsivo beberrão e comilão.
Mas, como quem sabe pensar, jejuar e esperar pode realizar verdadeiros milagres na sua própria conduta, Sidarta abandou a sua vida de fausto e encontrou o seu derradeiro destino transformando-se em um humilde balseiro.
O pensar traz a sabedoria, o jejum traz o domínio sobre o corpo, a espera traz a perseverança, o domínio sobre a mente. Tudo isso é grandioso, mas Sidarta somente se encontrou realmente ao se transformar em um balseiro.
Qual a graça? Qual a importãncia de tal empreendimento? Mesmo que as vozes do rio lhe ensinassem tantas outras coisas além de pensar jejuar e esperar, talvez Sidarta tenha encontrado nessa humilde profissão uma razão ainda maior para o seu viver: servir ao seu semelhante, mesmo que muitos deles o tratassem com desdém.
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