Os humanos sempre tiveram a preocupação de contar o tempo, obra nada fácil, pois para tal foi preciso descobrir que a Terra gira em torno de seu eixo e que gira também ao redor do sol. Antes disso várias formas foram tentadas, inclusive a que estabelecia o calendário a partir da fundação de Roma. Foi em 525 que se estabeleceu o calendário cristão, ou seja, começou-se a contar os anos a partir do nascimento de Cristo, desde Roma, espalhando-se finalmente por quase todo o Mundo, inclusive China e Japão. No entanto esse calendário, chamado Juliano, não era perfeito, e nem o é o nosso calendário atual, o Gregoriano, embora aproxime-se da perfeição. Promulgado em 1582, pela bula Inter Gravissimas, do Papa Gregório 13, deixa em aberto algumas questões importantes, como por exemplo a data do nascimento de Cristo.
Abro um parêntese, antes de voltar ao assunto, para citar ao menos duas exceções: o Mundo Judaico que marca o ano 1 a partir do cativeiro dos judeus na Babilônia, correspondendo ao ano 3.761 a.C. do nosso calendário e o Mundo Árabe que marca o ano 1 a partir da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina em 622. Lembro-me a respeito do calendário islâmico um acontecimento marcante: na administração do prefeito José Elias, a secretária de educação, professora Lori e a coordenadora de cultura, professora Luiza Vasconcelos, promoveram uma gincana cultural e dentre as várias incumbências das equipes uma delas era a de trazer a moeda mais antiga. Na ocasião foi apresentada à comissão julgadora uma moeda do ano de 1300, beirando 1400, não me lembro exatamente. A moeda era estrangeira, de um país islâmico, do Norte da África, portanto era uma moeda novíssima, com aproximadamente dez anos de existência, feita a relação com o nosso calendário.
Voltando ao Natal, se considerarmos que o nosso calendário é marcado a partir do nascimento de Cristo, seu aniversário deveria ser comemorado em 1º de janeiro, mas a verdade é que não se sabe exatamente o dia do nascimento de Jesus. Admite-se que tenha nascido entre os anos 3 e 7 antes de Cristo. A comemoração de seu aniversário de nascimento, portanto não é exata, provavelmente a festa natalina tenha sido buscada na celebração da festa pagã celebrada entre 21 e 25 de dezembro em homenagem ao nascimento do Sol (die natalis Solis).
Particularmente entendo que essa questão de datas pouco importa, mais importante para replica watches for sale Knock off Watches cheap replica watches www.ecole-polonaise.com replica watches os cristãos é ter um dia especial para dedicá-lo a Jesus Cristo e esse dia foi determinado a ser 25 de dezembro. Uma data que inspira paz, amor, solidariedade, confraternização, orações de agradecimento.
A comemoração do nascimento de Cristo em boa parte é embaçada pela chegada do Papai Noel, personagem lendária inspirada no bispo turco, São Nicolau, que costumava presentear os necessitados. A Alemanha foi o primeiro país a introduzir Noel nas festas natalinas. A princípio o bom velhinho era apresentado com trajes episcopais, mais tarde graças a uma fortíssima propaganda da Coca-Cola desenvolvida nos Estados Unidos e Canadá, Papai Noel assumiu as vestes como as conhecemos atualmente.
Quando criança eu punha na janela um sapato cheio de capim fresquinho que era para alimentar as renas de Noel e, com toda a certeza, na manhã seguinte lá estava um presente. Mas ainda pequeno, em determinado ano, descobri o presente escondido em cima do guarda-roupas e nunca mais acreditei em Papai Noel. Mas grande parte das crianças de hoje em dia ainda acreditam, então, compete aos cristãos orientá-las no sentido de não perderem o sentido principal das festas natalinas e, nesse sentido, vale apelar inclusive para as músicas.
Por falar em música, nas vésperas de Natal gosto de ouvir a cantata do Coral Santa Cecília (Coral Guaraobi), que teve à frente durante 45 anos o incansável maestro Adilvo Mazzini. Lamentável que nesse final de 2016 o Centro Cultural Guaraobi tenha encerrado as suas atividades. Mais uma luz que se apaga em Dourados.
Na ausência do Guaraobi, cantemos nós mesmos, desafinados que sejamos, em louvar ao aniversário de Jesus, uma das canções mais singelas que conheço, cantada em todo o universo cristão: Noite feliz, Noite feliz / O Senhor, Deus de amor / pobrezinho nasceu em Belém / Eis na lapa Jesus, nosso bem / Dorme em paz, oh Jesus / Dorme em paz, oh Jesus.