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Já ia eu pela metade do livro quando me dei conta de que não havia gravado o nome do autor. He he, e se estou frente a frente com Bial e ele me pergunta o que tenho lido?
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Já ia eu pela metade do livro quando me dei conta de que não havia gravado o nome do autor. He he, e se estou frente a frente com Bial e ele me pergunta o que tenho lido? Biografias, por acaso?
Pus-me a imaginar em um suposta entrevista com Bial e fui respondendo-lhe : Não, não, já não leio biografias. E olha que anos atrás fui presenteado pelo professor Kiyoshi Rachi com uma coleção de 19 volumes narrando as “Biografias de Homens Célebres”. A última biografia que li foi a encomendada por Lemann sobre si mesmo [Lemann é o homem de 22 bilhões, não de reais, mas dólares], a uma jornalista cujo nome me esqueci. Ah! Minha memória é péssima. Os neoliberais devem ter gostado da biografia, mas eu? Ora, não pensem que me enganam, as bolsas doadas por Lemann e os altos salários pagos aos seus auxiliares diretos, especialmente na AMBEV, não eram coisas de pai para filho e sim investimentos visando retorno aos seus próprios interesses.
Inclusive dizem que Jorge Lemann, com as suas “bolsas” já tem hoje uma bancada de cinco deputados na Câmara Federal. Bial me interrompe, parece não ter gostado. Pergunta-me quais minhas últimas leituras.
Antepenúltima leitura: “Reflexões literárias e transformação social”, foi um livro muito gostoso de ser lido, com poesias, contos e crônicas escritas por alunos da UFGD a produzido pela sua editora.
Em seguida, da mesma Editora da UFGD, li “Mulheres na História de Mato Grosso do Sul”, aliás ainda não o li todo, apenas os artigos de Maria Eugênia Carvalho do Amaral, “Wega Nery..” de Maria Teresa Garritano Dourado “Heroinas da fronteira Brasil/Paraguai” e o de Marisa de Fátima Lomba de Farias, “Mulheres militantes do movimento dos Trabalhadores Rurais sem-terra”.
Agora estou lendo “Metáfora cultural”. Os autores, he he, minha memória é horrível, mas tenho aqui uma colinha, os autores são Marcelo Saparas [da UFGD] e Sumiko Ikeda. Memória e velho não se dão muito bem. Antigamente isso era triste e fazia dos velhos seres tristes, quietos, pessoas sentadas a um canto da sala, sem muita coisa para contar. Hoje, o entanto, da mesma forma que já existe a terceira dentição, com os implantes, existe a segunda memória, que se chama Google. He, he, eu que o diga.
Mal acabara de falar sobre metáfora e Bial, na entrevista imaginada, tenta me interromper novamente, mas eu sapeco: e já está na fila o livro de Fernanda Reis “Lídia Baís: arte, vida e metamorfose”. Sabe, continuei a falar, eu, na verdade só lia livros de história e literatura, mas agora, aposentado, estou incursionando por áreas distantes do saber humano, algumas longe de minha formação. Sabe, é uma coisa um tanto complexa, pois cada área do saber tem as suas características próprias, termos específicos para definição de concepções, enfim... chego à conclusão que todas as áreas do conhecimento têm o seu valor, quem nega esse fato é porque desconhece as maravilhas das ciências, sejam físicas, biológicas, exatas, sociais ou humanas.
Empolgo-me, só mesmo em uma entrevista imaginada o entrevistador não me corta, então prossigo. E ainda tem “Cuba: as encruzilhadas de uma revolução” de Marcos Antonio da Silva [UFGD] para ser lido e outros tantos, pois a UFGD disponibiliza no catálogo de sua editora, cerca de 200 obras que podem ser baixadas gratuitamente. Bem, esses livros referidos, são de carne e osso, ops de capa e páginas, ou seja, livros impressos.
Viram como sou um leitor voraz? A leitura, assim como a caminhada e tantas outras coisas acaba se tornando um vício. Quando paro, fico tempão sem ler, quando pego, devoro.
He he, e você leitor que julgou eu pus um “u” a mais no morou do título, equivocou-se. Morou é uma expressão de tempos atrás que significa compreendeu, sacou, e por aí afora.
“Ciau bello”, como diriam os italianos, que vou continuar aprendendo coisas novas com a leitura de “Metáforas Culturais”. E amanhã plantarei mais uma árvore.
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