A última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 2 desse mês de setembro, indica uma tendência de ascensão do Partido dos Trabalhadores, pouco explorada pela mídia tradicional: “se o segundo turno das eleições presidenciais de 2018 acontecesse hoje, Fernando Haddad (PT) seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro (PSL). E mais, a pesquisa indica que os eleitores do atual presidente ficariam reduzidos, em breve, a 12%.
A pesquisa aponta ainda que apenas 74% dos eleitores de Bolsonaro votariam nele. Em 8 meses de mandato, foi uma estrondosa perda de 26% em relação aos 57.796.986 de votos obtidos no segundo turno. Significa dizer que mais de 15 milhões de eleitores brasileiros já não votariam no “mito”.
Para o Partido dos Trabalhadores, não interessa tripudiar sobre esses números, apenas torcer para que essa queda se deva à política econômica posta em prática e pela avaliação de que a Lava a Jato foi uma farsa, e não apenas pelos disparates do presidente. Por outro lado, o PT deve avaliar três hipóteses: a primeira é que os brasileiros estão enxergando que a marca de “partido corrupto” que lhe foi imposta pela Lava a Jato, aliada com a Globo, foi mentirosa e golpista; a segunda é que essa tendência de conscientização deve aumentar à medida em que as informações forem chegando até ao povo que ainda tem dificuldade em compreender que a mídia conservadora é ligada a classe dominante e, portanto, parcial; a terceira é que o partido recupera chances reais de voltar ao poder no âmbito municipal, estadual e federal.
E o que significa a volta do PT ao poder? Vamos recordar:
Quando o PT administrou Dourados, entre 2001 e 2008, sob o comando de Laerte Tetila, acabou-se a buraqueira, veio o shopping e mais de 500 obras [dentre elas o primeiro aterro sanitário do Estado]. Foi realizado o sonho da implantação da UFGD. Dourados, que era considerada o Portal do Inferno, foi transformada em um Cidade Educadora, reconhecida internacionalmente, tornou-se florida, iluminada, sem portas comerciais fechadas] No que diz respeito à Educação e Saúde o salto de qualidade foi impressionante, com escolas reformadas, planos de carreira, postos em pleno funcionamento, vinda do SAMU, reabertura do Hospital de Urgência e Trauma [hoje Hospital da Vida], Hospital da Mulher e, ainda mais: a conclusão e abertura do Hospital Universitário que hoje é sustentáculo da saúde pública para a região.
Destaque ainda para a administração petista em Dourados [em aliança com outros partidos], para a Secretaria de Assistência Social, com a criação dos CRAS [Centro de Referência de Assistência Social], dos CREAS [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], casa da Acolhida, Casa da Mulher, transformando o assistencialismo antigo em segurança para os desfavorecidos.
A experiência petista no governo do estado também foi altamente positiva. Nos oito anos de governo Zeca, Mato Grosso do Sul recuperou a máquina pública, a arrecadação melhorou e, por via de consequência, estradas, escolas e hospitais foram reformados. O funcionalismo recebeu atenção especial e a UEMS obteve a sua autonomia financeira.
No âmbito federal, o governo petista [também aliado com outros partidos], sem privatizar nenhuma empresa pública, solucionou a questão da dívida externa e ainda deixou uma reserva de 380 bilhões de dólares, a economia do país foi impulsionada por obras públicas e pelo Programa Bolsa Família. As Universidade Federais, então sucateadas, foram recuperadas e, ainda, foram criadas 18 novas instituições, além de mais de 300 Institutos Federais. Dois programas grandiosos e pouco ressalvados foram o SAMU, que vem salvando vidas em todo o território nacional e o SUAS [Serviço Único de Assistência Social]. No contexto internacional foram criados o bloco e o banco dos BRICS e o nosso país assumiu papel de protagonista nas relações internacionais. E, para resumir, o governo petista de Lula e Dilma acabou com a fome no Brasil.
Por isso tudo, o Partido dos Trabalhadores, juntamente com os demais partidos que desejam um Brasil forte e soberano, lançará candidatura própria para concorrer à Prefeitura de Dourados no próximo ano e em tantos outros municípios em que houver viabilidade. E, com toda a certeza, também ao governo do Estado e ao governo Federal.