Em 2014, se a memória não me falha, discutindo a questão dos jornais impressos, escrevi sobre a possibilidade de “O Progresso” vir a ser apenas digitalizado, não mais impresso nos moldes antigos. Esperava uma longevidade um pouco maior, no entanto nem passou o ano de 2019 e eis que estamos diante de uma nova realidade para o jornal e para o jornalismo local.
O fenômeno da passagem do mundo impresso para o digital, não se verifica apenas com os jornais, mas também com os livros. Eu mesmo já tive a digitalização de um e-book pela Editora da Universidade Federal da Grande Dourados: “2010, o ano que não terminou para Dourados”. Basta o leitor entrar no link do catálogo da editora e lá poderá ler essa obra sem ter que pensar onde guardá-la ou como descarta-la. Com os jornais impressos tínhamos ao menos quatro sérios problemas: o primeiro é que eles implicam na perda de árvores, uma vez que o papel é feito de celulose; depois vem a questão o espaço perdido, ou seja, não lemos exatamente tudo o que se encontra impresso, mas apenas aquilo que nos interessa; a terceira questão é que os jornais impressos têm que ser postos sobre uma mesa para que possamos lê-los e hoje em dia lemos na rua, no ônibus, no metrô e no avião, bastando um pequeno celular; Finalmente o outro problema é o descarte.
Tudo passa. Os mais velhos, como eu, ainda teremos tempo para sentir saudades, mas as novas gerações talvez digam no futuro: como eles liam esses calhamaços?
Bem, hoje estreio singelamente, escrevendo minhas crônicas do Progresso Digital, semana que vem, o espaço a mim dedicado e que agradeço, será postado às quartas-feiras. Até lá devo pensar em como poderei me adaptar, não ao modo digital, mas ao modo como as pessoas gostam de ler atualmente: textos curtos, objetivos e de clareza para a compreensão.