O tempo voa célere e quando menos se espera eis que um evento às vezes tão aguardado surge de supetão à nossa frente. Não será diferente com as eleições de 2010.
No âmbito nacional, de um lado, Dilma Russeff, a corajosa mulher da resistência ao regime militar, alçada à condição de Chefe da Casa Civil, madrinha do PAC, recebe o apoio explícito do presidente Lula para continuar o projeto de desenvolvimento sustentável posto em prática no Brasil a partir de 2002. De outro lado surge José Serra, representando o projeto neoliberal das privatizações e do estado mínimo, apoiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
No âmbito regional ocorrerão as disputas para o Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembléia Legislativa. E é justamente nesse âmbito que desejo meter a minha colher, pois como afirmei recentemente a um jornalista, cansei de ser soldado e lutar para eleger os meus companheiros de partido, é hora de agir um pouco como general, ou, para ser mais humilde, como coronel.
Eis a questão: Tetila deve postular uma candidatura ao governo do Estado para disputar com André os destinos de Mato Grosso do Sul a partir de 2011. Tetila é uma liderança insofismável, conhecida em todo o estado, embora com muito mais votos na região sul, dada a sua atuação como prefeito de Dourados. Fez por nossa cidade uma administração profícua (re)colocando-a na condição de metrópole regional e como uma das cinquenta cidades mais apreciadas no âmbito nacional para a recepção de investimentos externos.
Os votos do norte, que teoricamente faltariam à Tetila, bem podem ser arregimentados pelo senador Delcídio e por Zeca do PT. Delcídio tem tudo para ser (re)eleito senador por Mato Grosso do Sul. Fez muito por Dourados e poderá fazer ainda mais. È homem de compromisso e reconhece os nossos esforços tanto em abrigá-lo no seio de nosso partido quanto no sentido de lhe entregarmos às mãos o projeto de criação da UFGD.
Quanto ao Zeca do PT, está no momento mais que oportuno para fazer uma reflexão profunda no sentido de (re)encontrar-se com o seu brilhante passado de lutas. Sua melhor atitude, em minha ótica, seria calçar as sandálias da humildade e candidatar-se a uma vaga para a Câmara Federal. Na qualidade de candidato, ajudaria a alavancar a candidatura de Tetila ao governo do Estado e, dessa forma, não somente estaria fazendo um ato de agradecimento a tudo o que lhe fizemos em Dourados, como também estaria assegurando para si próprio uma vaga para o senado nas eleições de 2014.
Besteira pensar que a candidatura de Zeca à Câmara inviabilizaria a eleição do sobrinho Vander Loubert. Ambos seriam eleitos e com a vantagem de somarem muitos votos para a legenda ajudando na (re)eleição do deputado Biffi e na (re)condução de João Grandão à Câmara.
Para concorrer a uma vaga de deputado estadual temos no PT vários nomes que poderiam muito bem emplacar, dentre eles Zé Silvestre, Margarida, Ribeiro Arce, Tenente Pedro, Elias Ishi, Dirceu Longhi. Mas, não obstante esses nomes merecerem todo o nosso respeito, penso que é hora do Egon arregaçar as mangas, sair para as ruas e colocar toda a sua experiência de luta por uma sociedade mais justa, para buscar uma vaga na Assembléia.
Quanto a mim lanço-me desde já candidato para ser o primeiro suplente do senador Delcídio. Como disse, cansei de ser soldado, chegou a minha hora de coronel.
Suas críticas são bem vindas: biasotto@biasotto.com.br