Não é o que dizem? Que o polvo sempre tem razão. Se o polvo Paul acertou todos os resultados, por que eu não haveria de acertar. Ora, bolhas! Lembram-se das bolhas do Ronaldo, na Copa passada?
A seleção uruguaia ficou em 4º lugar, depois, em 3º a alemã, em 2º a holandesa e a campeã, pela primeira vez na história das Copas, a seleção espanhola.
A seleção uruguaia perdeu, mas fez bonito: 3 a 2 num jogo disputadíssimo que somente não foi para a prorrogação porque no final do tempo regulamentar a jabulani chutada por um atacante uruguaio caprichosamente chocou-se com a trave ao invés de balançar a rede defendida pelo goleiro alemão.
Na grande final, os jogadores holandeses perderam as pernas e, já no final da prorrogação, cederam o gol para a vitória espanhola.
Embora dê até dó ver a seleção da Holanda disputar três finais e não ganhar sequer uma, convenhamos, a Espanha mereceu. A taça está em boas mãos e em momento certo. Ganhar a Copa nesse momento em que a Espanha enfrenta sérios problemas financeiros e divisionistas pode trazer um novo alento a esse histórico país ibérico.
E eu, que nem polvo sou, poderia me vangloriar de ter acertado na mosca. Em crônica escrita em 14/06/2010, quando estávamos no terceiro dia da Copa, se não me engano, escrevi que “Alemanha, Espanha e Holanda, nessa ordem, são fortíssimas candidatas ao título”. Ora, acertei três das quatro semifinalistas e as duas finalistas. Não está bom?
Está ótimo. Nem mesmo os melhores comentaristas desportivos brasileiros, acertaram tanto, afinal foram 32 seleções, inclusive a francesa, inglesa, argentina e, claro, a brasileira. Mas sabe o caro leitor o que isso vale? Absolutamente nada! Não há motivos para vanglórias.
Na mesma crônica em que prognostiquei as três seleções que seriam mais bem classificadas na Copa disse também que “se acertar tudo bem, se errar tudo bem também, pois prever o campeão da Copa do Mundo é igual a fazer previsão do tempo”.
Hoje digo mais, acertar quem será campeão de alguma copa ou campeonato, fazer previsão do tempo e ganhador em política é puro jogo de sorte. Não há estatística, pesquisa ou o que quer que seja capaz de nos orientar tão claramente para cravarmos qualquer resultado com certeza absoluta.
Bem, mas afinal, quem teve a sorte de acertar as três melhores seleções do mundo, não custa tentar acertar os vencedores das próximas eleições.
Anote aí, por favor. Pela primeira vez em sua história o Brasil terá uma presidenta. O governador de Mato Grosso do Sul será um poliglota que dentre outras línguas fala o Guarani. O senador mais votado em nosso estado é corumbaense. A segunda vaga ao senado terá disputa muito acirrada entre um candidato do PMDB e do PDT, muito provável que o representante pedetista fique com a vaga. É quase certo que Dourados fará três dos oito deputados federais que representam o nosso estado. Um será (re)eleito, um será (re)conduzido após ter ficado fora da Câmara por quatro anos, em virtude de ter sofrido terrível campanha difamatória. O terceiro não sei não, se houver realmente um terceiro representante será o resultado de uma acirrada disputa entre um novato e um que já tem cadeira na Câmara.
Quanto à Assembléia Legislativa, trabalho com a expectativa de que Dourados elegerá nas próximas eleições três representantes: um deles já foi prefeito por dois mandatos, outro será um vereador que embora não pertença aos partidos dos dois principais antagonistas ao governo neste pleito, é bom de voto. Finalmente, o terceiro, se houver, mora em Dourados, mas tem mais voto na região que propriamente aqui.
Enfim, como disse, anteriormente, se acertar tudo bem, se errar tudo bem também. É como previsão de chuva, aliás, para previsão de chuva ser acertada na mosca basta que haja dois irmãos e que toda manhã um fale que vai chover e outro diga que não. Acertarão, com certeza.