Não dá mais pra ler: Nunca houve e nem haverá imprensa imparcial, da mesma forma como não existe ciência neutra. Ressalvando a temeridade das generalizações podemos dizer que atualmente até mesmo a tentativa de passar a ideia de imparcialidade desabou. Antigamente os jornais expressavam as suas tendências políticas e ideológicas apenas em seus editoriais, mas como esses editoriais passaram a ser desprezados pelos leitores, atualmente também matérias e colunas refletem a posição do jornal. Em conseqüência, o “não dá pra não ler” propagado recentemente por um jornal de circulação nacional passou a ser substituído pelos leitores por ”não dá mais para ler”. Pelo menos por todos.
Pulverização da imprensa: Dada a essa partidarização da imprensa, estamos assistindo em relação aos jornais impressos, o mesmo fenômeno ocorrido recentemente com a mídia televisiva: a pulverização, de modo que poderá haver uma mudança ainda mais profunda que a ocorrida em relação à televisão: os grandes jornais impressos poderão sucumbir, a exemplo do Jornal do Brasil, e em seus lugares provavelmente reinem os jornais eletrônicos e os blogs. E, ao contrário do jornal “formar opinião” em seus leitores, os leitores escolherão os jornais de acordo com a sua formação. Para formar opinião devem aparecer “blogs analistas”, ou seja, blogs comentando as diversas tendências de seus congêneres.
Igual a notícias desportivas: A tendência, portanto, é que ocorra com o jornalismo, principalmente o político, o que já está acontecendo em relação às noticias desportivas. O leitor já não precisa mais comprar um jornal de esportes para ver a notícia do seu esporte preferido. Ele acessa diretamente pela Internet aquilo que é de seu interesse. E vai além, não precisa ler sequer tudo sobre o seu esporte, pode selecionar apenas as notícias de seu time. Essa particularidade não significa dizer que o jornalismo desportivo seja isento, ao contrário, é lastimável a postura acrítica da mídia desportiva.
Se o Zé gostou, publicou: Ora, ora, não seria eu, a escrever com neutralidade. Subjaz aos meus textos toda a minha formação, ideológica, política e religiosa, que não procuro disfarçar. Mas, José Henrique Marques, desta Folha, gostou de minhas crônicas em retalhos e ligou-me pedindo autorização para publicá-las. Autorização nem precisava, escrevo por descarrego da mente e deleite do espírito, de qualquer forma, autorização dada, passo a frequentar essa coluna agradecido pelo espaço, sem, todavia qualquer tipo de compromisso formal.
Centro de Convenções: não foram poucos os que se dedicaram à luta para a edificação de um Centro de Convenções em Dourados, destaco o abaixo assinado encabeçado pela então vereadora Margarida Gaigher, com mais de cinco mil assinaturas, as mobilizações promovidas por professores e alunos do curso de Turismo da UEMS e pelo Grande Dourados Convention & Visitors Bureau, as articulações de vários secretários da administração Tetila e do senador Delcídio do Amaral. Lamentavelmente as obras estão praticamente paralisadas. Seria por falta de recursos ou de visão?
Centro de Convenções e turismo: para uma cidade com as características de Dourados, sem atrativos naturais para o turismo, um Centro de Convenções é importante para o desenvolvimento daquilo que se convencionou chamar de turismo de eventos, sejam esses eventos comerciais, industriais, culturais ou científicos. O atraso nas obras de nosso Centro de Convenções fragiliza esse elo importantíssimo na corrente de nossa cidade universitária.
Conceito de administração: “administrar” assume ao longo do tempo e das circunstâncias, conceito diverso, no entanto não erra quem afirma que administrar significa planejar, organizar, coordenar, e controlar algum tipo de processo. Penso que naquilo que diz respeito à administração pública “administrar” quer dizer especialmente “estabelecer prioridades”. Se o centro de convenções não estiver incluído como uma prioridade, teremos séria ruptura no processo de desenvolvimento de Dourados.
Cinco anos de UFGD: Dia 29 de julho, na solenidade de comemoração de aniversário de cinco anos da UFGD, foram lançados os selos comemorativo e nacional, no cine auditório do prédio da reitoria. Cinco anos! O tempo, sempre o tempo! Cinco anos, um quase nada em relação aos oitocentos e dez anos da Universidade de Borgonha, mas um salto extraordinário para o desenvolvimento de nossa região e de nosso país.
Os suplentes do senador: Somou pontos o senador Delcídio ao escolher Pedro Chaves e Zonir Tetila para suplentes. Pedro Chaves dentre outras tantas qualidades, pagava impostos sobre serviços quando era proprietário da Uniderp, ao contrário de muitas instituições de ensino que se dizem filantrópicas. Quanto à Zonir de Freitas Tetila, segunda suplente, tem uma história de vida dedicada à família, à educação e à Dourados que, com toda a certeza, se refletirá em suas ações em benefício de nossa cidade e região.