Deu na folha: Poderia parecer brincadeira de 1º de abril, o dia da mentira, mas ainda estamos em janeiro. Poderia ter saído em um sitio de piadas, mas não, saiu no conceituado jornal paulista, Folha de São Paulo. A manchete de domingo passado dizia que “Países ricos fazem oferta de mão de obra para o Brasil” e a matéria deixava claro que “com a falta de mão de obra no Brasil e a crise no mundo rico, governos e entidades de classe do exterior têm contatado empresários e associações brasileiros para oferecer trabalhadores”.
Quem diria? Se nos falta mão de obra significa que estamos vivendo uma época de pleno emprego. Dez anos atrás brasileiros arriscavam a vida para vencer as barreiras entre o México e Estados Unidos e tentarem uma vida melhor. Ou então atravessavam o Atlântico e procuravam os países Europeus, especialmente Portugal e Espanha para fugirem do desemprego que nos atormentava. Bem, mas ao invés de incentivarmos a imigração de trabalhadores, bem que poderíamos fazer um esforço para capacitar aqueles compatriotas que não conseguiram se qualificar para o trabalho. Aí sim, poderemos falar em pleno emprego.
O governo Lula: mas, de qualquer forma estamos muito bem, e não me venham dizer que a conjuntura internacional é que tem favorecido o crescimento da economia brasileira. Vários países da Europa, do Oriente Médio, da América Central e os próprios Estados Unidos não estão lá muito bem. Amargam ainda os efeitos da crise que atingiu o mundo em 2008/2009 e que por aqui, segundo prognosticou o presidente Lula, não passou de uma marolinha.
O governo Dilma: Em crônica que escrevi em 2 de outubro de 2010, avaliei o que se poderia esperar do governo Dilma. Até agora pelo menos tudo está conforme afirmei. Nada de arroubos, a economia seguindo os trilhos estendidos por Lula, o país atingindo o pleno emprego, a Assistência Social chegando àqueles que não puderam se capacitar para ter um bom emprego, a política externa seguindo também com grau de independência nunca visto. Educação melhorando, Universidades públicas dando exemplo de qualidade de ensino e desempenho em pesquisa, enfim estamos de bem com a vida e com o mundo.
A Petrobrás: continua descobrindo petróleo debaixo d’água de forma impressionante e garantindo aos nossos descendentes qualidade de vida ainda melhor que a nossa. A Saúde Pública deixando a desejar, mas muito mais assistida pelo Estado que nos próprios Estados Unidos. E se alio Petrobrás com saúde pública é porque penso que boa parte dos lucros do pré-sal poderia ser destinada à saúde e educação.
Mas, então, por que Dilma surpreende?: Se tudo caminha bem, qual o motivo da minha surpresa em relação ao governo Dilma? Surpreende-me a forma, a maneira como governa. Dilma faz uma administração serena,calma, sem estardalhaços, sem holofotes. Não obstante, tem demonstrado ser uma dirigente firme e resoluta. Não foge dos problemas e logo de inicio “enquadrou” alguns ministros que achavam que fariam o que bem entendiam. É um governo que tem rumo e sabe muito bem o que quer.
E o Mato Grosso do Sul?: Sinceramente, não vejo tanto problema quando alguém diz Mato Grosso ao invés de Mato Grosso do Sul. Veja o leitor, em 1978 a rua Bahia passou a chamar-se Hayel Bom Faker e quantas vezes não dizemos rua Bahia, ao invés de Hayel Bon Faker? Não se trata de ignorância ou desrespeito, é o costume, a tradição, a história. Com o passar do tempo essas coisas serão resolvidas sem que tenhamos que nos indignar toda vez que alguém comete o equívoco de nos confundir com Mato Grosso.
Esquisitices da (re)eleição: Mais esquisito do que alguém trocar o nome do nosso Estado é o governador tirar férias no primeiro mês de mandato. Na verdade é um absurdo. E se o governador não tivesse sido (re)eleito? Receberia as suas férias em dinheiro?
Férias são necessárias: Não sou contrário às férias. Todos nós temos esse sagrado direito. Ninguém é de ferro. Mas, convenhamos, é no mínimo, estravagante começar um novo mandato em férias. De qualquer forma, penso que todos nós, sul-mato-grossenses, desejamos que o governador tenha descansado bastante para enfrentar a árdua tarefa sem rabugices e autoritarismo.
E Dourados?: Minha Nossa, falta apenas uma semana para termos novas eleições municipais. Vamos às urnas dando vivas à democracia, à Polícia Federal, à Justiça Eleitoral e às nossas forças vivas, que clamaram por eleições, especialmente, ao Comitê de Defesa Popular.
Um bom aprendizado: Quem não aprende pela reflexão, se aprender pela dor, como a que passamos, ainda bem. Pior se não aprendermos nem pela dor. Tenho dito e repito, Dourados é muito maior do que essas mazelas pelas quais passamos, mas tudo tem limites. Ou acertamos o passo ou fazemos dessa promissora e amada cidade um sonho desvanecido.
Quem nasceu pra tostão: Dizia minha avó que quem nasceu pra tostão não chega a quinhentos réis. Responda-me o caro leitor, Dourados teria nascido para tostão? Particularmente não creio. Tenho a convicção de que Dourados nasceu para ser uma Cidade Educadora. Então vamos: “arriba y adelante” – para o alto e para a frente.