Procurando seguir a linha de qual nos propusemos ao iniciarmos nossos trabalhos como editorialista deste Jornal de Notícias, procuramos ouvir na tarde de ontem o diretor do Centro Universitário de Dourados – antigo Centro Pedagógico – sobre os problemas afetos a Faculdade de Agronomia e o descontentamento por parte dos alunos também; ocorre que soluções estão sendo procurados e, portanto, é necessário que informemos nossos leitores.
Sobre a mensalidade cobrada explicou o professor Octaviano Gonçalves da Silveira Junior que o Conselho de Curadores da Universidade estabeleceu a importância de Cr$ 120,00 (cento e vinte cruzeiros) por disciplina, baseado nas taxas cobradas pelas faculdades congêneres de Maringá, Feira de Santana e Bandeirantes e que o elevado custo do curso é devido ao material empregado, principalmente os laboratórios. A demora na entrega destes, aliás, é o motivo do descontentamento e não a taxa em si, que seria a justa se a faculdade estivesse em pleno funcionamento.
Para solucionar este problema o Conselho de Curadores reuniu-se, atendendo inclusive à solicitação dos acadêmicos, que pretendem uma redução em 50% (cinqüenta por cento) no valor das mensalidades do semestre.
No que concerne ao terreno para construção do prédio da Agronomia a Universidade está aguardando as providências do Prefeito Municipal, tendo este sido oficiado pela Reitoria da UEMT em 27/04/78.
Tornou claro o diretor do Centro Universitário, ao final da entrevista, que essa grande conquista de Dourados é intransferível e que o Magnífico Reitor nunca foi contrario à instalação da Agronomia aqui, era contrário, isto sim, à instalação da Faculdade sem as condições necessárias.
A questão está aí, Esperamos que as forças vivas da comunidade iniciem uma intensa movimentação no sentido de que os problemas sejam resolvidos e que a “faculdade caçula” tenha seus alicerces construídos em sólidas bases, para que não desmorone rapidamente.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 11.05.78