Disciplinar o tráfego de ciclista torna-se urgente
Tempos atrás, guardas de trânsito de nossa cidade apreenderam dezenas de bicicletas cujos condutores, desrespeitando as lei de trânsito e os próprios pedestres, trafegavam contra-mão ou nas calçadas da Avenida Marcelino Pires, principal artéria de Dourados. A medida é justa e não há dúvida que se fazia necessária; há entretanto, que se considerar alguns fatores a respeito, tanto da “blitz”como também da normalização do tráfego das chamadas “magrelas”.
É necessário se considerar inicialmente que embora a cidade de Dourados não seja tão plana quanto pareça à primeira vista, ela favorece a circulação de bicicletas, o que, na época atual é um fato significativo pois atravessamos, como todos sabem, a crise do petróleo.
Em nossa modesta opinião deve-se incentivar o uso de veículos que não consumam derivados de petróleo, sendo as bicicletas altamente recomendáveis porque além de preencher o primeiro requisito propiciam ao usuário um exercício físico deveras útil para uma população que mais e mais vai se atrofiando devido o uso constante do automóvel. Paralelamente a esse incentivo há necessidade, todavia, de se disciplinar o uso das bicicletas.
A primeira iniciativa que se faz necessária, acreditamos, seja o emplacamento de todas as bicicletas que circulam em nossa cidade. Tal iniciativa caberia à Prefeitura Municipal que cobraria uma taxa anual, a exemplo da forma como se procede com os veículos movidos à gasolina ou óleo diesel. No momento do emplacamento os condutores deveriam receber, de nossa pessoa especializada designada para tal, orientação de como circular pela cidade, ou, em outras palavras, tomar conhecimento das Leis de transito para então poder respeita-las.
Após essas iniciativas então, os guardas de transito poderiam agir inclusive com maior severidade no sentido de coibir os abusos praticados pelos ciclistas locais. É, mas como é utópico pensar-se em organização do tráfego de ciclistas a curto prazo, que a polícia realize novas blitz porque da forma como está não pode continuar.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 30.05.78