Dourados se transforma
Não vamos retroceder muito, cinco anos apenas constitui um lapso de tempo razoável para que os prezados leitores lembrem-se como nosso comércio funcionava naquele tempo. Era um tanto acanhado, com pouca iluminação, muitíssima poeira e quase nenhuma decoração. É lógico que sempre existiram exceções.
Razões que diversas contribuíam, evidentemente, para que o comércio não apresentasse um aspecto mais condizente com o progresso que experimentava Dourados há quatro ou cinco anos atrás. Dentre eles pode-se destacar a ausência de uma concorrência maior entre as firmas que aqui existiam e a falta de asfalto nas principais artérias douradenses.
Mas, Dourados foi crescendo, obras de infra-estrutura foram e continuam surgindo e oferecendo melhores condições urbanísticas; novas lojas foram abertas em mesmos ramos comerciais, oferecendo ao público consumidor variadas oportunidades de opção.
Muitas mudanças houveram mas, lamentavelmente, estão ocorrendo em ritmo demasiadamente lento, comparado ao vertiginoso crescimento que Dourados tem experimentado nos últimos anos. Ainda muitas providências precisam ser tomadas; umas por parte dos próprios comerciantes e outras pela Secretaria de Saúde.
As medidas que precisam ser tomadas pelos comerciantes, acreditamos, virão naturalmente, na medida em que o próprio tempo lhes fizer ver que uma casa comercial limpa, arrumada, iluminada e decorada favorece as vendas. Perceberão brevemente nossos comerciantes que o povo douradense já está se acostumando a ver vitrines e que as lojas que expõem suas mercadorias vendem mais que aquelas que cerram suas portas às 18:00 horas. Perceberão ainda, por certo, que a calçada, além de facilitar a locomoção dos transeuntes, ajuda a melhorar o aspecto da casa.
Agora, à Secretaria de Saúde compete uma rigorosa fiscalização nos estabelecimento comerciais, especialmente bares, lanchonetes e restaurantes, para que se cuide um pouco mais da higiene. Tal medida, aliás, é emergente porque certos estabelecimentos são uma verdadeira espelunca.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 31.05.78