Abordaremos hoje a participação do Teatro universitário de Dourados na Festa Junina promovida pela Secretaria de Promoção Social da Prefeitura Municipal que diga-se de passagem, proporcionou ao povo douradense momentos de lazer diferentes daqueles a que está acostumado.
Antes de entrarmos no assunto diretamente, queremos abrir um parênteses para cumprimentarmos a SELETA por ter recebido o Troféu Imprensa pelo fato de sua barraca ter sido escolhida pelos jornalistas locais como a melhor da festa.
E agora, ao assunto. AA participação do Teatro Universitário de Dourados na II Festa Junina fez-nos lembrar de um filme que assistimos quando garoto. Perdoem-nos os prezados leitores o fato de não nos lembrarmos o nome do filme que assistimos quando garoto. Perdoem-nos os prezados leitores o fato de não nos lembrarmos o nome do filme e os de seus protagonistas. A estória girava em torno de dois irmãos, um deles ganhou um prêmio de física (Nobel?), o outro para grande desgosto dos pais escrevia estórias infantis. No final da estória o escritor, em visita a uma determinada cidade, foi recebido e aclamado por milhares de crianças. Estava dando também a ele um grande prêmio. Assim a estória, como todas do gênero, teve um final bastante feliz.
Esclarecemos a semelhança do filme com a participação do TUD na Festa. O TUD movimentou vinte e cinco pessoas que ativa e diretamente participaram dos trabalhos, num total de aproximadamente 600h/h. Se cada um desses elementos tivesse ganho Cr$ 100,00 (cem cruzeiros), por dia, teríamos um total de Cr$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos cruzeiros). Ganhou o Teatro Universitário do comércio local Cr$ 4.000,00 (quatro mil cruzeiros) entre madeira, gêneros e dinheiro. Temos então um total que poderia ser considerado despesa de C$ 11.500,00 (onze mil e quinhentos cruzeiros). Como o lucro líquido da barraca girou em torno do Cr$ 3.000,00 (três mil cruzeiros), conclui-se que o Teatro Universitário de Dourados teve nesta festa um prejuízo de Cr$ 8.500,00 (oito mil e quinhentos cruzeiros).
Restou ao grupo a grande satisfação de ter proporcionado à população douradense, especialmente à petizada, o seu Teatro de Fantoches que agradou em cheio. Dizem os componentes do grupo que os cumprimentos que têm recebido dão alento para que continuem o trabalho que há quatro anos foi iniciado.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 30.06.78