Afasta-se de mim a tentação de falar em semáforos, Deus me livre de tocar novamente neste assunto, mas tem termos de sinalização de modo geral, Dourados deixa muito a desejar. Urge forças vivas de nossa cidade tomem medidas para sanas de vez a confusão reinante em termos de trânsito; faz-se necessária a presença mais constante de guardas em nossas principais avenidas para que sejam coibidos os abusos praticados por grande número de motoristas que, esquecendo-se que o pedestre nasceu primeiro que o automóvel, imprimem grande velocidade em seus veículos colocando em risco os tranqüilos trauseuntes douradenses.
Um problema, acreditamos possa ser resolvido de imediato. Trata-se de um grande provocador de acidentes, ou seja, os arbustos plantados nos canteiros centrais da Avenida Marcelino Pires. Todo mundo sabe que essas plantas deveriam servir para enfeitar a cidade e no entanto são responsáveis por muitos acidentes de trânsito ocorridos em Dourados. Todos nós sabemos também que deve-se parar antes de atravessar a Marcelino. Ocorre que o cidadão dirigindo seu veículo olha para todos os lados e não vê nada a não ser plantas. Como plantas não saem do lugar passa direto e somente após bater é que percebe que deveria observar se vinha outro veículo.
Acreditamos que a solução para o problema seja a transformação dos canteiros centrais da Marcelino Pires em estacionamentos, respeitados certos espaços para arborização e respeitado também um passeio para os pedestres. Esse é um assunto que provavelmente receberá as atenções do urbanista que a Prefeitura Municipal deverá contratar, portanto tratemos de uma solução mais imediata.
Duas soluções se nos apresentam como razoáveis. A substituição dos pequenos arbustos por um gramado ou a erradicação das plantas nas pontas dos canteiros centrais, calculando-se aproximadamente a dist6ancia de dez metros a partir do bico do canteiro. A segunda opção, considerando-se o aspecto estético, não seria a mais viável, todavia traria segurança ao trânsito, evitando-se grande número de acidentes.
Uma cidade que cresce como esta não pode dar-se ao luxo de ter tudo muito bem planejado, em muitas situações precisamos agir como autênticos brasileiros, dando um jeitinho de “quebrar o galho”, especialmente em se tratando de arbustos.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 20/21.05.78