Dizíamos ontem que o TUD não tem correspondido à expectativa que criou e ao apoio que lhe tem sido dispensado pela população douradense. Hoje trataremos da falta de apoio oficial.
Depois de muito pensar somos levados a acreditar que aqui em Dourados um simples professor, um grupo teatral, desde que interessados emprestar algum serviço à comunidade deve filiar-se a essa ou aquela facção política para obter o apoio necessário que lhes é imprescindível. Caso contrário entra em cena guilhotina invisível, acionada também por mãos que não vê e rola mais uma cabeça. Permita o bom Deus quês estejamos enganados e que esse nosso raciocínio seja apenas aspectos criados por mentes de esforços infrutíferos. Entretanto, enquanto não nos for provado o contrario somos levados a continuar pensando assim dadas as evidências dos fatos.
Enquanto funcionava no então CPD o Teatro Universitário de Dourados e nós particularmente fomos assediados várias vezes e nestas oportunidade nos propunha um pretenso candidato a vereador, que felizmente nem pela convenção passou, que saíssemos de vila em vila, de distrito em distrito apresentando nossos trabalhos e o anseio seria aproveitado para campanha política.
Tendo saído do CPD, num belo gesto de solidariedade, o Teatro Universitário de Dourados bateu às portas da SEMEC esperançoso de que pelos serviços prestados à comunidade haveria de receber todo o apoio daquela Secretaria.
Diga-se, a bem da verdade, nenhuma propostas política foi feita ao grupo, mas o apoio que se esperava resumiu-se na providência tomada pela professora Luiza Vasconcelos que conseguiu junto ao Sr. Walter Brandão o Clube Social para os ensaios do grupo.
A partir de fins de março, início de abril o TUD tem ensaios no Social, mas não pode utilizar palco porque este é ocupado pelo material de som do conjunto SOS que se recusa a tira-lo às terças e quintas-feiras devido o peso do instrumental e alegando que quem paga as despesas de iluminação é o conjunto.Mesmo assim o TUD, há dois meses e meios, vem ensaiando a peça “Maria Poesia” que deveria ser estreada em 15 de julho. Todavia, os ensaios são feitos na pista de dança do Social, o que torna muito difícil a marcação do espaço cênico, em prejuízo da estréia da peça.
Se a falta de apoio oficial for devida a desconhecimento do problema está resolvido.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 06.07.78