Um editorial jornalístico, entendemos nós, deva ser a expressão de uma opinião analística emitida pelo próprio jornal ou por editorialistas que possuam um determinado espaço diário para reproduzirem seus pensamentos e suas opiniões.
A partir de hoje pretendemos, na medida em que nossas forças permitirem, ocupar este espaço para apresentar o que pensamos sobre os mais variados assuntos locais, estaduais e nacionais, sem nenhuma pretensão de ecletismo jornalístico.
Uma questão precisa, a nosso ver, ser enfocada no início desse nosso trabalho para que não surjam mal entendidos interpretações acerca de nossa linha de trabalho. Procuraremos que nossas opiniões sejam isentas de quaisquer vinculações de ordem político-ideológicas. Se, portanto,, alguns editoriais atacarem ou defenderem este ou aquele grupo político, estejam certos nossos leitores, isto será uma mera coincidência do que pensamos, com a atuação dos referidos grupos.
“Livre pensar é só pensar”, diz já há algum tempo Millôr Fernandes. Ocorre que o pensamento livre e descomprometido pode ferir sensibilidades. É um risco que pretendemos correr para que o leitor ao ler nossa opinião não o faça sabendo que estaremos atacando, invariavelmente, este ou aquele grupo, e defendendo constantemente esta ou aquela facção política ou administrativa.
Nossa intenção é, em suma analisarmos diariamente uma notícia de destaque ou abordarmos um assunto de interesse e que esteja relegado a um segundo plano. Defenderemos e atacaremos atos ou decisões de pessoas ou grupos, jamais indivíduo.
Dentro dessa linha iniciaremos amanhã abordando um assunto deveras polêmico que embora não atinja a comunidade em sua maioria interessa aos leitores em geral. Trata-se da Faculdade de Agronomia, no que concerne aos problemas vividos por seus alunos.
Wilson Valentim Biasotto
Jornal de Notícias – 09.05.78