ORÇAMENTO 2002
Acrescentar ao Informativo
Wilson Valentim Biasotto*
Na sessão de 12/11/01 a Mesa da Câmara Municipal de Dourados apresentou ao Plenário, para Primeira Discussão, o Orçamento do Município, encaminhado pelo Executivo Municipal e atinge a casa dos 104 milhões de reais.
O pronunciamentos dos vereadores não chegaram ao mérito do Orçamento, mesmo porque após essa Primeira Discussão a peça orçamentária será encaminhada à Comissão de Justiça, Legislação e Normas onde ficará pelo prazo de 15 dias para receber as emendas dos vereadores.
O único aspecto que mereceu destaque foi a inclusão, no Orçamento do Município, das propostas apresentadas pelos delegados do Orçamento Participativo. Neste sentido o vereador Biasotto, entende que tudo o que foi proposto pelos delegados deve ser aceito pelos vereadores porque a Consulta à população douradense foi democrática, com a participação de mais de seis mil interessados. "A voz do povo é a voz de Deus", disse Biasotto, enfatizando a necessidade dos vereadores respaldarem as emendas populares dentre do Orçamento do Município para 2002.
Segurança Pública
Usou da tribuna livre da Câmara Municipal na sessão do dia 12 pp. o rotariano Amarildo Rith, que fez uma explanação sobre as medidas que vêem sendo tomadas pelas Lojas Maçônicas e pelos Rotarys douradenses no sentido de se tornar Dourados uma cidade mais tranqüila para se viver. Uma comissão, disse Amarildo, já visitou o Governador do Estado, Zeca do PT e o Prefeito do Município, Laerte Tetila, entregando-lhes documento reivindicatório nesse sentido.
Após a exposição de Amarildo, vários vereadores fizeram uso da Tribuna cumprimentando as Lojas Maçônicas e os Rotarys pela iniciativa e dando, cada qual, a sua opinião sobre o assunto.
O vereador Biasotto pediu ao Sr. Amarildo Rith que levasse às entidades por ele representadas, a certeza de que elas encontrariam na Câmara todo o apoio necessário para levar adiante campanha de tão elevado significado para o desenvolvimento da cidadania. Acrescentou que todos devemos nos empenhar na luta por projetos dessa envergadura porque quando a sociedade organizada se mobiliza, os resultados são positivos, haja vista o exemplo do Projeto da Cidade Universitária, do Gasoduto e da Termoelétrica, conquistados graças a esse esforço conjunto.
Biasotto ressaltou no entanto, que para que haja Segurança não basta simplesmente aumentar o contingente militar e os armamentos, antes de tudo é necessária uma melhor distribuição de renda no Brasil, é preciso que o governo federal adote uma política de geração de empregos, que o trabalhador brasileiro possa usufruir de melhores salários, de moradia e de oportunidades para o lazer.
Satisfeitas essas necessidades básicas do cidadão, com certeza a violência se restringirá somente aos casos patológicos, o que significa dizer que será muito mais facilmente controlada.
*O autor é doutor em História Social pela USP, professor do Câmpus de Dourados/UFMS e vereador pelo PT em Dourados.