Wilson Valentim Biasotto *
Se não me falhar a memória e nem as informações que obtive junto aos colegas mais antigos, em 1971 o CEUD/UFMS contava com os professores: Antonio Alves de Miranda, Emília Alves de Queiroz, Josefina Kloppenberg, José Pereira Lins, Kioshi Rachi, Mário Geraldini, Milton de Paula, Nadir Martins, Telma Vale Loro, e Isaura Higa (+). Em 1972 foram admitidos Euler Ribeiro Teixeira, Lori Alice Gressller e Mário Luiz Alves. Em 1973 ingressaram Ema Elisa Steinhorst Goelzer, Jorge João Faccin e Lauro Chociai.
Dourados, nessa época, era uma cidade sem muitos encantos. Suas largas avenidas sem asfalto eram intransitáveis, os pedestres acumulavam tanto barro nos sapatos que, de vez em quando, precisavam parar para limpá-los se quisessem prosseguir na caminhada. Mas, justamente pelas suas terras férteis, atraía mais e mais migrantes, que queriam, além de terras e lucros, escolas e lazer.
Por apresentar todas as dificuldades inerentes a uma cidade nova, com a agravante de ser uma cidade suja em virtude da terra rocha, a adaptação em Dourados era difícil. Muitos professores não agüentavam ficar e voltavam para suas respectivas cidades. Exemplo extremado aconteceu no início de 1974, quando um colega, que veio de mudança com a família, sem conhecer a cidade, aqui chegando levou um choque tão grande que fez o caminhão voltar sem ao menos ter descarregado.
Azar o dele, sorte a minha que vim em seu lugar e, juntamente com outros colegas, vimos Dourados crescer e tornar-se uma bela cidade: limpa, arborizada, florida.
Hoje somos quase cento e cinqüenta docentes, sessenta funcionários e mais de mil alunos que estamos, com o apoio de segmentos importantes da sociedade, construindo a história da educação superior em nossa região.
O autor é doutor em História Social pela
USP e professor do CEUD/UFMS