Wilson Valentim Biasotto *
Atendendo a sugestão da professora Maria das Dores Capitão Vigário Marchi, presidente da Comissão encarregada das comemorações do Jubileu de Prata do Centro Universitário de Dourados - CEUD - unidade integrante da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, inicio hoje uma série de crônicas objetivando resgatar um pouco de sua história.
Previno os leitores antecipadamente que falhas e lacunas serão encontradas em abundância. Saibam também que já fui traído muitas vezes pela minha memória. Não lhe dedico confiança, portanto não me surpreenderei se houver algo a ser corrigido. Confio, no entanto, que, se assim for, haverá espaço para que outros colegas, estudantes, funcionários, políticos, pessoas ligadas a entidades de classe, venham a público para manifestarem as suas idéias, contarem suas experiências, enfim, contribuírem - como faço com essas crônicas - para a construção da história da mais antiga casa de ensino superior da região.
Fundado em 1971, ao longo de seus vinte e cinco anos, o CEUD/UFMS, conseguiu imprimir uma imagem de Universidade séria, comprometida com os interesses sociais da comunidade e que retribui, com ensino, pesquisa e extensão universitária, os impostos que a sociedade paga para o seu funcionamento.
Atualmente o CEUD/UFMS ministra os cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, História, Geografia, Letras, Matemática, Pedagogia e a partir do próximo ano, o curso de Análise de Sistemas.
Em nível de pós-graduação o CEUD/UFMS oferece Mestrado em Agronomia e Especializações em Ciências Contábeis, História e Pedagogia. Encaminha para ano que vem projetos de abertura de Mestrado em História e Especializações em Letras e Geografia.
No que diz respeito à pesquisa cientifica, é extremamente gratificante saber que, para um universo de aproximadamente 120 docentes, estão sendo desenvolvidos nada menos que 88 projetos. Pesquisas que resultam em teses, em aperfeiçoamentos de técnicas de ensino, em estudos de linguagem, em melhoria de cultivares, adaptações de plantas exóticas, combate às pragas, melhoria genética, organização do espaço urbano, técnicas de contabilidade, história regional.
Da mesma forma, também se desenvolvem atividades de extensão universitária. São cursos de aperfeiçoamento para professores da rede estadual e municipal de ensino, atividades de extensão rural, atividades culturais e desportivas, enfim, um rol de programas que, em última análise, resultam na colocação em prática das pesquisas realizadas.
Sobre a origem aqui em Dourados desse universo meio sagrado, meio distante, meio execrado é que desejo falar nos próximos dias.
O autor é doutor em História Social
pela USP e professor do CEUD/UFMS