CEUD/UFMS: 25 anos (Tópicos de sua história IX: o curso de Geografia)
Wilson Valentim Biasotto*
15-dez-96
O modelo de licenciaturas curtas imposto pela ditadura militar estava em franco processo de esgotamento no início dos anos 80 quando os professores de Geografia que ministravam aulas no curso de Estudos Sociais (Arilde Lourdes Yores Chociai, José Laerte Cecílio Tetila, Lauro Joppertt Swensson e Vera Lúcia Santos Abrão) elaboraram o projeto de criação do curso de Geografia do CEUD/UFMS. O projeto teve uma tramitação relativamente rápida e, em 1983, o curso foi implantado.
Além de ser uma licenciatura, quer dizer, formar professores para o exercício do magistério, o curso de Geografia oferece também o Bacharelado em Geografia, ou seja, forma o profissional na área, o geógrafo. Dessa forma o curso tem contribuído para a formação de profissionais aptos ao exercício do magistério de I e II Graus e para aprimorar a visão dos acadêmicos sobre a organização do espaço, tanto urbano como rural.
Não é inoportuno lembrar que para a formação do Bacharel em Geografia é necessário que o acadêmico, ao final do curso, defenda, perante uma banca composta por três professores, uma monografia, através da qual comprovará se está apto ao exercício da profissão.
As monografias apresentadas, e que se encontram à disposição no Centro de Documentação Regional do CEUD/UFMS, servem-nos como um bom parâmetro para avaliarmos o desempenho do curso. São dezenas de trabalhos que enfocam problemas da nossa região tanto na perspectiva da geoecologia como da geografia urbana.
Um traço que chama a atenção atualmente no curso de Geografia é que ele sofreu uma renovação radical em seu quadro de docentes. Os professores antigos, que tinham tempo de serviço suficiente, temendo a reforma da previdência que vem sendo imposta pelo neoliberalismo, aposentaram-se e foram substituídos por uma plêiade de jovens professores em sua maioria mestres e doutorandos. Um único dentre os antigos resiste bravamente à aposentadoria: Mário Geraldini, uma história viva do CEUD/UFMS.
*O autor é doutor em História Social
pela USP e professor do CEUD/UFMS